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OS TRABALHADORES DA GATE GOURMET ESTÃO EM LUTA Imprimir e-mail
gourmefev10Esta empresa de serviços de catering tentou eliminar um conjunto de direitos dos trabalhadores consagrados no Acordo de Empresa ( A.E. ), a implementação de polivalência total e alteração dos horários de trabalho de forma indiscriminada. Não conseguindo este seu objectivo, nem através de negociação, nem através da imposição, face à luta travada pelos trabalhadores,  tira da cartola a aplicação da lay-off.

 

OS TRABALHADORES DA GATE GOURMET ESTÃO EM LUTA

Esta empresa de serviços de catering que abastece um vasto conjunto de Companhias de Aviação, têm um historial riquíssimo em termos de qualidade dos serviços prestados pelos trabalhadores, através da confecção das refeições servidas a bordo dos aviões.

Esta actual gerência, ao longo dos tempos tentou eliminar um conjunto de direitos dos trabalhadores consagrados no Acordo de Empresa ( A.E. ), nomeadamente a implementação de polivalência total e alteração dos horários de trabalho de forma indiscriminada.

Não conseguindo este seu objectivo, nem através de negociação, nem através da imposição, face à luta travada pelos trabalhadores, vai daí, tira da cartola a aplicação da lay-off.

Todo o desenvolvimento deste processo coloca em evidência que estamos perante uma estratégia de má-fé, e perfeitamente deliberada, senão vejamos:

1º - A empresa começa por recusar que a Comissão de Trabalhadores criada para o efeito, seja assessorada, uma vez que a gerência também o é.

2º - A empresa para a aplicação da lay-off evoca fundamentos económicos e financeiros pela saída de um cliente a TAAG, dizendo que esta companhia representava um volume de facturação anual de 40%.

Entretanto, ao abrigo da lei, a comissão representativa dos trabalhadores referiu que carecia de informações para poder tomar uma posição solicitando o fornecimento do balancete da empresa, relativo a 31 de Dezembro de 2009, a empresa recusou.

Absurdo, a empresa argumenta que o mesmo contem informação extremamente sensível, o que permitia ser conhecido por terceiros, pasme-se !

3º - A empresa na sequência da segunda reunião de negociações, deliberadamente recusa o acordo, para assim poder aplicar a lay-off a seu belo prazer.

Esta medida afigurasse-nos como perigosa, pois ao contrário do que diz a empresa não a viabiliza, coloca-a em perigo, prejudicando a qualidade dos serviços a prestar aos clientes, durante o período de aplicação da lay-off, porque há secções que ficam sem trabalhadores suficientes para o seu funcionamento, o que põe em risco o futuro da empresa.  

O Sindicato, os Delegados Sindicais, e os trabalhadores da Gate Gourmet  denunciam publicamente esta irresponsabilidade e má-fé da empresa.

E lutam pela defesa dos direitos dos trabalhadores, e pela sua dignidade.

Lisboa, Fevereiro / 2010

                                                                        A Direcção

 
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